PALAVRAS DE AFIRMAÇÃO

Atualizado: 11 de abr. de 2021


Vamos começar a falar da primeira linguagem de amor! PALAVRAS DE AFIRMAÇÃO.

E como é que eu sei se a principal linguagem de amor do meu filho é a palavra de afirmação? Vamos te falar! Mas vale para todas as linguagens, ok?. A gente descobre qual é a linguagem observando o que elas mais fazem. Como assim? No caso da “palavra de afirmação” é quando seu filho está sempre te elogiando, se ele está sempre falando que a sua comida está gostosa ou que você está bonita ou dando um palpite (rsrrs). E você também percebe que quando você o incentiva por palavras, ou reconhece o que ele fez o olhinho dele brilha! A maior parte das pessoas, na verdade, que precisam de palavras de afirmação não querem desagradar. Todos nós temos isso! É uma questão de querer ser aceito! É assim mesmo!


Só que as crianças que tem a palavra de afirmação como a principal linguagem do amor, ela precisa da aprovação do outro. E aí é uma questão muito importante para nós pais ou responsáveis. Cuidado!!!! Nós podemos e devemos, neste caso elogiar, incentivar, orientar MAS é importante que a gente fortaleça a criança/filho como indivíduo capaz de modo que ela perceba que nem sempre ela irá precisar do olhar do outro pra poder se sentir bem, para sentir aprovação.! Depender sempre do outro não é, necessariamente, sempre bom! É claro que há uma fase do desenvolvimento da criança, fase de construção inclusive da personalidade que estas afirmações são importantes porque ela se espelha no que a gente está falando e fazendo. Então crianças que crescem ouvindo “você é sapeca mesmo”, você é não é bom” e por aí vai, a criança vai crescer achando que será sapeca mesmo, que nunca será bom. Mesmo que você fale de brincadeira! Se é que podemos falar que isso é brincadeira. Então são questões que a gente precisa tomar cuidado porque as crianças e as pessoas que estão próximas a nós também fazem uma imagem de si mesmas do que falamos que elas são! Especialmente as crianças que têm a linguagem de “palavras de afirmação” isso é muito mais forte.


Então, temos que tomar cuidado com o que falamos. E mesmo quando falamos palavras positivas temos que ensinar a criança a se reconhecer fazendo o certo mesmo que não haja pessoas olhando Precisamos ajudar a criança a reproduzir um pensamento AUTÔNOMO!

É dar para a criança a noção da auto percepção.

Desde muito pequeno a gente usa palavras de afirmação! Por exemplo: quando os bebês começam a bater palma, quando falam mamãe pela primeira vez, nós fazemos “festa”. Esse retorno para que aquilo fosse muito bom incentiva a criança a continuar o processo e continua se desenvolvendo. Mas quando a criança tem a palavra de afirmação para encher o tanque do amor, a gente precisa pensar muito seriamente em como disciplinar essa criança. Porque sim a questão dela é a palavra de afirmação e você a disciplina verbalmente com palavras rudes, isso será muito, muito desastroso para o emocional da criança. O mesmo acontecerá quando a criança tem as outras linguagens do amor. O que você está fazendo pode ser muito desastroso.


Mas veja, criança precisa das palavras de afirmação (todas as crianças). Elas precisam mesmo!. Por que? Por que elas se perceberão como pessoas a partir da forma como nós a vemos, entende?. Então, incentivar, ajudar e dar palavras de incentivo e de orientação ajuda a criança a saber que está no caminho certo.


Eu gosto muito de um texto da Jussara Hoffmann que explana avaliação. Sim, a avaliação que realizamos nas escolas. De modo geral, valorizamos somente o resultado e não o processo! Então, veja. Imagina que seu filho adolescente foi fazer brigadeiro pela primeira vez e queimou a panela, sujou mais do que devia etc. Você não deve falar “ NOSSA, QUE CONFUSÃO, QUE SUJEIRA” Mas deve incentivar dizendo “ FILHO, FOI QUASE! VAMOS TENTAR NÃO QUEIMAR A PANELA DA PRÓXIMA VEZ, KKKKK? O que estou falando aqui não é camuflar a verdade! E nem deixar de apontar o que precisa melhorar! Mas valorizar o que foi assertivo! ou seja valorize o processo e não só o resultado final. O processo é muito importante! Porque temos que ver o quanto ela fez considerando as limitações (que todos nós temos) da criança.


A criança que conseguiu fazer amizade no parquinho, pode ser uma coisa difícil para ela e quando ela volta você diz: “Puxa filho, que legal, você brincou com seu amigo, conversou e dividiu os brinquedos. Aí você mostra o que ela precisa melhorar usando palavras mais produtivas. É um engano a ideia de que a gente tem que repreender os filhos com palavras ruins. Isso não é necessário.


Imagina que em um potinho guarda-se vários nãos. Se você usar o não em toda situação, o sentido vai se perder. Vai ficar uma palavra boba!.

Então, a gente precisa muitas vezes contornar a situação pra ver o que é preciso ser feito nessa hora que é necessário falar não. Uma alternativa, então, é colocar uma condição para que possa dar certo. Por exemplo, a criança quer ir na casa do amiguinho que conheceu no parquinho. Mas você não pode ou não é conveniente! Então, você fala: Olha filho, que legal que você brincou com o amigo mas mãe dele não está esperando! Nós não combinamos com ela! Vamos combinar para outro dia (fale isso desde que você realmente tenha intenção de combinar para outro dia!)


Então você vai administrando a situação de uma maneira que fortaleça a atitude dele e incentive a atitude dele de enfrentar o novo, se dispor ao novo (enfrentar o novo é muito difícil para nós todos). Todos nós gostamos da zona de conforto. Nós não gostamos do novo. Depois que experimentamos o novo ele passa a ser nossa zona de conforto mas no primeiro momento ele é novo e isso traz ansiedade. Isso traz insegurança.


No nosso exemplo foi super legal que a criança quer ir para casa do NOVO amiguinho mas não é possível naquele momento. Ok! Cada casa tem uma rotina e poderia ser naquele momento. Mas não precisamos “ destruir” esta iniciativa com frases como “você não vai na casa de ninguém” Se não vai por exemplo, por que na sua casa só pode visitar amigos aos sábados, informe isso a ele. Combine! Assim, você vai dando palavras de orientação junto com incentivo.


É fácil fazer isso? Ops, não! Como tudo na vida exige treinamento! Temos que mudar o jeito que falamos com as pessoas! TREINE! As crianças também, conforme vão crescendo, elas também vão aprendendo a serem mais maleáveis nos discursos, no que escutam!. Tenho certeza que você trabalha ou tem colegas que você fala uma coisa a pessoa sai logo gritando e nem termina de te ouvir.

Essas pessoas cada vez têm menos espaço no mercado de trabalho e é cada vez mais difícil trabalhar com pessoas. A gente espera que as pessoas escutem, dialoguem, cheguem a um consenso, cheguem a um denominador comum, numa coisa que seja boa para todas as partes, que todos os envolvidos fiquem contemplados.


Então nós devemos ensinar a criança a trabalhar essas argumentações. Como? Incentivando e valorizando! A criança não vai aprender depois. Então, se a criança pede pra ir na casa do amigo e você diz gritando que não vai hoje porque não pode, ela vai aprender a responder assim às outras coisas, inclusive na vida adulta. Então, perceba que como falamos com nossos filhos será uma forma preventiva de como eles falarão conosco. Pense, como queremos que nossos filhos nos respondam com educação, se nós não fazemos isso com ele e com outras pessoas?


Nós somos muito mais o que a gente faz do que o que a gente fala para as crianças. Então não adianta falar pra ela não gritar- gritando. Não mente- e eu mando mentir que eu não estou quando não quero atender o telefone. Temos que ser coerentes.


Então se quer um diálogo respeitoso com seus filhos, tem que entender que é necessário buscar uma solução. E não há soluções prontas! Elas devem ser construídas seja em família, seja sozinha. Isso é um comportamento democrático.

É muito chato trabalhar com uma pessoa que é autoritária, que não escuta, grita e não fala! Você não pode se expressar! Fica até um clima de terror. Então, será que queremos que os nossos filhos vivam nesse clima de terror? E isso se agrava se a criança tiver a palavra de afirmação como uma das principais linguagens do amor. Essas palavras aterrorizam e amedrontam, elas machucam ainda mais.


Não dá para exigir o quê não damos conta. Quando falamos sim temos que explicar porquê do sim, e quando dizemos não, o porquê do não. Se a gente quer que essas crianças aprendam a argumentação, que é importante para o desenvolvimento da linguagem oral e escrita, vai depender do jeito como nos comunicamos com ela. Usar as palavras de afirmação vai fazer com que a criança não seja o amiguinho chato que briga com todo mundo ou que não se agrade com nada com que os outros falam para ela. Então temos que mostrar até onde a atitude foi legal e onde precisa melhorar. Como pais e responsáveis temos que ter estratégias melhores quando o tanque de amor do nosso filho enche com as palavras de afirmação.


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PRÓXIMA LINGUAGEM DO AMOR:

TOQUE FÍSICO.


Este tema será publicado em 12/04/21

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